domingo, 11 de maio de 2008

SOLIDARIEDADE



Aristides de Sousa Mendes

Nome: Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches
Data de Nascimento: 19 de Julho de 1885
Naturalidade: Cabanas de Viriato, Distrito de Viseu, Portugal
Nome do Pai: José de Sousa Mendes
Nome da Mãe: Maria Angelina Ribeiro de Abranche
Profissão: diplomata
Data do seu Falecimento: Lisboa, 3 de Abril de 1954


Aristides de Sousa Mendes do Amaral foi baptizado numa pequena aldeia do concelho do Carregal do Sal, no sul do distrito de Viseu. Aristides pertenceu a uma família aristocrática com terras, católica, conservadora e monárquica. O seu pai era membro do supremo tribunal. Anos mais tarde, Aristides Sousa Mendes ficou para sempre lembrado quando, como diplomata português, se recusou a seguir as ordens do seu governo (o regime de Salazar) e concedeu vistos a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir de França em 1940, ano da invasão da França pela Alemanha Nazi, na Segunda Guerra Mundial. Aristides salvou dezenas de milhar de pessoas do Holocausto. Foi o "Oskar Schindler português".
Na altura, o cônsul Sousa Mendes emitiu cerca de trinta mil vistos, dez mil dos quais a refugiados de confissão judaica. Entre aqueles que obtiveram um visto do cônsul português contam-se vários políticos e artistas.
Em 1966, o Memorial de Yad Vashem (Memorial do Holocausto situado em Jerusalém) em Israel, prestou-lhe homenagem atribuindo-lhe o título de "Justo entre as Nações".
Em 1987, dezassete anos após a morte de Salazar, a República Portuguesa iniciou o processo de reabilitação de Aristides de Sousa Mendes, condecorando-o com a Ordem da Liberdade e a sua família recebeu desculpas públicas.
Em 1994, o Presidente da República, Mário Soares, desvelou um busto em homenagem a Aristides de Sousa Mendes, bem como uma placa comemorativa na Rua 14 quais Louis-XVIII, o endereço do consulado de Portugal em Bordéus, em 1940.
Em 1995, a Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses (ASDP) criou um prémio anual com o seu nome. Em 1996, o grupo de escuteiros de Esgueira (Aveiro) homenageou-o criando o CLÃ 25 ASM (Aristides de Sousa Mendes).
Em 1998, a República Portuguesa, na prossecução do processo de reabilitação oficial da memória de Aristides de Sousa Mendes, condecorou-o com a Cruz de Mérito a título póstumo pelas suas acções em Bordéus.
Em 2006, foi realizada uma acção de sensibilização "Reconstruir a Casa do Cônsul Aristides de Sousa Mendes", na sua antiga casa em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal e na Quinta de Crestelo, Seia - São Romão.
Em 2007, foi votado como um dos dez maiores portugueses, através do programa Os Grandes Portugueses. No seguimento das votações para o programa Grandes Portugueses, ainda em 2007, Aristides de Sousa Mendes foi o terceiro mais votado, onde o primeiro e o segundo lugar foram atribuídos a Salazar e a Álvaro Cunhal, respectivamente.


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Padre Américo

Nome: Américo Monteiro de Aguiar
Data de Nascimento: 23 de Outubro de 1887
Naturalidade: freguesia de S. Salvador de Galegos, Concelho de Penafiel
Nome do Pai: Ramiro Monteiro de Aguiar
Nome da Mãe: Teresa Ferreira Rodrigues
Profissão: padre
Data do seu Falecimento: 16 de Julho em 1956


Américo Monteiro de Aguiar nasceu na Casa do Bairro de Baixo, na freguesia do Salvador de Galegos, concelho de Penafiel, no dia 23 de Outubro de 1887. Filho de Ramiro Monteiro de Aguiar e de Teresa Ferreira Rodrigues, foi baptizado no dia 4 de Novembro de 1887, pelo Padre António da Rocha Reis. Em 1894, iniciou os estudos na Escola Régia de Galegos, com o mestre Joaquim da Silva Pinto. Aprendeu a doutrina cristã rapidamente, ensinada por Rosa do Bento, e fez a primeira Comunhão na sua terra natal. Em Setembro do ano de 1898, foi para o Colégio do Carmo, em Penafiel, onde foi matriculado como aluno externo. A 8 de Agosto de 1899, fez o exame de instrução primária (4ª classe), na cidade de Penafiel. No mês de Outubro deste mesmo ano, foi admitido no Colégio de Santa Quitéria, em Felgueiras, pertencente aos Padres Vicentinos. Embora Américo de Aguiar mostrasse vontade de ser padre, seu pai assim não o achava devido ao seu feitio de brincalhão. Assim, em 1902 já estava empregado no Porto, com apenas 15 anos, numa loja de ferragens, na Rua Mouzinho da Silveira, 110-112. Nesta altura, ajudava às missas, na igreja do Seminário, à Sé. Matriculou-se no Instituto Comercial e Industrial do Porto, em Setembro de 1905 sem deixar o trabalho. No entanto, a 19 de Novembro de 1906, embarcou para Moçambique, onde o esperava o seu irmão Jaime. Durante a sua permanência em África, conheceu D. Rafael da Assunção, seu confidente, que lhe abriu o Caminho para a Fé que Américo Aguiar iria tomar de regresso a Portugal. Entretanto deu-se a morte de sua mãe a 12 de Dezembro de 1913 e de seu pai a 5 de Agosto de 1921, em Paço de Sousa. Já de regresso a Portugal, em Julho de 1923, lembrou-se de recolher à Ordem dos Frades Menores (Franciscanos) - a martelada. Em Setembro desse mesmo ano, foi ao Colégio Franciscano de Santo António, em Tuy (Espanha) onde trocou impressões com o Superior, Padre Manuel Alves Correia. A 21 de Outubro, partiu para o Convento Franciscano de Vilariño de la Ramallosa, na Galiza, onde ficou como postulante. Tomou o hábito franciscano, com 36 anos a 14 de Agosto de 1924. Por ser muito impressionável, foi aconselhado a sair da Ordem dos Frades Menores em Julho de 1925. Foi então, que pediu a admissão no Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição, Porto e não foi aceite. No entanto, foi admitido pelo Bispo de Coimbra, D. Manuel Luís Coelho da Silva (natural de Bustelo) no Seminário Episcopal de Coimbra a 3 de Outubro de 1925. A 23 de Dezembro de 1928, foi ordenado Sub diácono. A 29 de Julho celebra a sua Missa Nova na capela das Irmãs Coadjutor do Seminário de Coimbra, vindo a celebrar uma segunda Missa Nova na igreja paroquial de Paço de Sousa no dia 5 de Agosto de 1929. Embora tivesse sido nomeado Perfeito e Professor no Seminário de Coimbra, não foi nestas funções que Padre Américo se sentia bem. Foi então que obteve licença do Prelado para se dar à visita de pobres. Assim, foi-lhe confiada a missão de gerir a Sopa dos Pobres inaugurada a 19 de Março de 1932, na Rua da Matemática, em Coimbra. Aí, não só visitava a casa de pobres como repartia o pouco que possuía com eles. Em Maio de 1935, um garoto de rua foi ao seu encontro, e solicitou-lhe uma visita ao seu pai, porque estava na cama e todos passavam fome. Esta visita há quem diga que foi a fagulha que provocou imensas labaredas no seu coração. Aqui nasceria propriamente a Obra da Rua.

1940 - Fundou a primeira Casa do Gaiato em Miranda do Corvo.
1943 – Fundou a Casa do Gaiato em Paço de Sousa
1945 - Abriu o Lar do Gaiato do Porto, na Rua D. João IV, 682.
1948 – Foi inaugurada a Casa do Gaiato na Quinta da Mitra, em Santo António do Tojal - Loures. 1951 - Iniciou a construção das primeiras casas do Património dos Pobres, sob o lema «Cada freguesia cuide dos seus Pobres».
1954 - Tomou posse da Quinta da Torre, na freguesia de Beire, concelho de Paredes, para a instalação duma casa do Gaiato e do Calvário para doentes incuráveis e abandonados cuja inauguração se dá a 16 de Julho de 1957.
1955 - Instalou a Casa do Gaiato em Algeruz, Setúbal.
Em 1956, no dia 12 de Julho, Padre Américo sofreu um desastre de automóvel em S. Martinho do Campo, Concelho de Valongo. Foi transportado para o Hospital Santo António no Porto, onde viria a falecer no dia 16 de Julho em 1956.
Apesar da sua morte, a Obra continua a expandir-se. Assim em 1963, são fundadas as Casas do Gaiato de Malanje e de Benguela, em Angola e a de Lourenço Marques agora Maputo em Moçambique no ano de 1967.