domingo, 11 de maio de 2008

MÚSICA





Amália R0drigues

Nome: Amália da Piedade Rebordão Rodrigues
Data de Nascimento: 23 de Julho de 1920, mas celebram o seu aniversário no dia 1 de Julho.
Data de Falecimento:
8 de Outubro de 1999
Profissão: fadista
Anos de vida: 79 anos
Data da primeira música publicada: 1945


Amália Rodrigues, filha de um músico que, tentou a sua sorte em Lisboa, terá nascido, segundo o seu assento de nascimento, às 5 horas de 23 de Julho de 1920 na rua Martim Vaz, na freguesia lisboeta da Pena. Amália pretendia, no entanto, que o aniversário fosse celebrado a 1 de Julho, e dizia : "Talvez por ser essa a altura do mês em que havia dinheiro para me comprarem os presentes".
A sua faceta de cantora cedo se revelou. Amália era muito tímida, mas começou a cantar para o avô e os vizinhos, que lhe pediam. Na infância e juventude, cantarolava tangos de Carlos Gardel e canções populares que ouvia e lhe pediam para cantar . Aos 9 anos, a avó, analfabeta, mandou Amália para a escola, que tanto gostava de frequentar. Contudo, aos 12 anos teve que interromper a sua escolaridade como era frequente em casas pobres. Escolheu, então, o ofício de bordadeira, mas depressa mudou para ir embrulhar bolos. Aos 14 anos, decidiu ir viver com os pais, que entretanto regressaram a Lisboa. Amália tinha que ajudar a mãe. Aos 15 anos, foi vender fruta para a zona do Cais da Rocha e tornou-se notada devido ao especialíssimo timbre de voz. Integrou a Marcha Popular de Alcântara de 1936. O ensaiador da Marcha insistiu para que Amália se inscrevesse numa prova de descoberta de talentos, chamada Concurso da Primavera, em que se disputava o título de Rainha do Fado. Amália acabaria por não participar, pois todas as outras concorrentes se recusavam a competir com ela. Conheceu, nessa altura, o seu futuro marido, Francisco da Cruz, um guitarrista amador, com o qual casou, em 1940. Um assistente recomenda-a para a casa de fados mais famosa de então, o Retiro da Severa, mas Amália recusou esse convite e só em 1939 aceitou cantar nessa casa.
Alcançou um tremendo êxito no Retiro da Severa, onde fez a sua estreia profissional e torn0u-se uma vedeta do fado com uma rapidez notável. Passou a actuar também no Solar da Alegria e no Café Luso. Fazia com que por onde actuasse as lotações se esgotem, inflaccionando o preço dos bilhetes. Estreou-se no teatro de revista , em 1940, como atracção da peça Ora Vai Tu, no Teatro Maria Vitória. Em 1943, divorciou-se a seu pedido. Neste mesmo ano, actuou pela primeira vez fora de Portugal. Em 1944, conseguiu um papel elevado, ao lado de Hermínia Silva, na opereta Rosa Cantadeira, onde interpretou o Fado do Ciúme, de Frederico Valério. Em Setembro, chegou ao Rio de Janeiro acompanhada pelo maestro Fernando de Freitas para actuar no Casino Copacabana. Aos 24 anos, Amália tinha já um espectáculo concebido em exclusivo para ela. A recepção foi de tal forma entusiástica que o seu contrato inicial de 4 semanas se prolongou por 4 meses. Foi convidada a repetir a tournée, acompanhada por bailarinos e músicos. No Rio de Janeiro, Frederico Valério compôs um dos mais famosos fados de todos os tempos: Ai Mouraria, estreado no Teatro República. Em 1947, estreou-se no cinema com o filme Capas Negras, ficando 22 semanas em exibição. Um segundo filme, do mesmo ano, foi Fado, História de uma Cantadeira. Amália foi apoiada por artistas inovadores como Almada Negreiros e António Ferro. Este convidou-a, pela primeira vez , a cantar em Paris, no Chez Carrère, e em Londres, no Ritz. A internacionalização de Amália aumentou com a participação, em 1950, nos espectáculos do Plano Marshall, o plano de "apoio" dos EUA à Europa. O êxito repetiu-se por Trieste, Berna,Paris e Dublin . Em Roma, Amália actuou no Teatro Argentina, sendo a única artista ligeira.Cantou em todo os cantos do mundo. Passou pelos Estados Unidos, onde cantou pela primeira vez na televisão (na NBC), no programa do Eddie Fisher. Convidaram-na para ficar, mas não ficou por que não quer. Cantava o repertório tradicional de uma forma diferente, sincretisando o que é rural e urbano. Cantou os grandes poetas da língua portuguesa (Camões, Bocage), além dos poetas que escrevem para ela. O seu fado de Peniche foi proibido por ser considerado um hino aos que se encontravam presos em Peniche, Amália escolheu também um poema de Pedro Homem de Mello, Povo que lavas no rio, que ganha uma dimensão política. Em 1966, voltou aos Estados Unidos. Neste mesmo momento, o seu amigo Alain Oulman foi preso pela PIDE. Amália deu todo o seu apoio ao amigo e tudo fez para que seja libertado e posto na fronteira.Em 1969, Amália foi condecorada pelo novo presidente do concelho, Marcelo Caetano, na Exposição Mundial de Bruxelas antes de iniciar uma grande digressão à União Soviética.Em 1971, encontrou ,finalmente, Manuel Alegre exilado, em Paris.
Na chegada da democracia, foram-lhe prestadas grandes homenagens. Foi honrada com o grau de oficial da Ordem do Infante D. Henrique pelo então presidente da República, Mário Soares. Em 1989, em França, depois da Ordem das Artes e das Letras, recebeu, desta vez das mãos do presidente Mitterrand, a Légion d'Honneur . Ao longo dos anos que passaram, viu desaparecer o seu compositor Alain Oulman, o seu poeta David Mourão-Ferreira e o seu marido, César Seabra, com quem era casada há 36 anos. Em 1997, foi editado pela Valentim de Carvalho o seu último álbum com gravações inéditas realizadas entre 1965 e 1975. Amália publicou um livro de poemas. Foi-lhe feita uma homenagem nacional , na Feira Mundial de Lisboa. A 6 de Outubro de 1999, Amália Rodrigues morreu com 79 anos, pouco depois de regressar da sua casa de férias no litoral alentejano. No seu funeral, centenas de milhares de lisboetas desceram à rua para lhe prestar uma última homenagem. Sepultada no Cemitério dos Prazeres, o seu corpo foi, posteriormente, trasladado para o Panteão Nacional, em Lisboa (após pressão dos seus admiradores e uma modificação da lei que exigia um mínimo de quatro anos antes da trasladação), onde repousam as personalidades consideradas expoentes máximos da nacionalidade. Amália Rodrigues representou Portugal em todo o mundo, divulgou a cultura portuguesa, a língua portuguesa e o fado.
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Madredeus

Ano da fundação do grupo: 1985
Tipo de música: Fado, música popular.
Membros fundadores do grupo: Pedro Ayres Magalhães, Rodrigo Leão,
Novos membros:
Francisco Ribeiro, Gabriel Gomes e Teresa Salgueiro (1987) e Carlos Maria Trindade e José Peixoto (1995).
Primeiro álbum: Os Dias de Madredeus (1987)
Primeiro espectáculo: Açores (1987)
Saída de membros: Francisco Ribeiro e Gabriel Gomes (1996).


Biografia:

Madredeus é um grupo musical português, cuja música resulta da mistura do fado com a música erudita e popular contemporânea. A este grupo pertencem Pedro Ayres Magalhães, Rodrigo Leão, Francisco Ribeiro, Gabriel Gomes e Teresa Salgueiro.
Em 1985, Pedro e Rodrigo formam um grupo. Um ano mais tarde, juntam-se a eles Francisco e Gabriel, mas ainda lhes faltava a vocalista. A escolhida foi Teresa, encontraram-na a cantar fado. Convidaram-na para uma audição, eles gostaram da sua voz e formaram um grupo musical. Criaram o seu primeiro álbum, numa igreja antiga, ao qual chamaram Os Dias de Madredeus surgindo assim o seu nome.
Em 1987, dão o seu primeiro espectáculo ao vivo nos Açores.
Em 1990, criaram o seu 2º álbum, Existir, onde está uma canção chamada O Pastor. Esta música teve muito sucesso, porém o grupo ainda era desconhecido. O grupo deu vários concertos na Bélgica tornando-se conhecido. O grupo ficou ainda mais conhecido devido a um filme publicitário grego se chamar «O Pastor» o mesmo nome da sua canção.
Lançaram mais 2 discos tornando-se famosos no Brasil. Wim Wenders, impressionado com a sua música, convidou-os para musicarem um filme sobre Lisboa, Lisbon Story,tornando o grupo português mais famoso.
Em 1995, entram no grupo novos membros, Carlos Maria Trindade, no lugar de Rodrigo Leão, e José Peixoto (violinista). No ano seguinte, deixam o grupo Francisco Ribeiro e Gabriel Gomes. Em 1997, o novo grupo cria um álbum. Neste ano, entra no grupo Fernando Júdice (baixo acústico).
Em 1998, são a atracção do concerto de abertura da Expo’98.
Desde 2000 laçam novos álbuns.
Teresa Salgueiro tem outros projectos e, no dia 28 de Novembro de 2007, anunciou a sua saída do grupo.

Discografia:
Os Dias da MadreDeus (1987)
Existir (1990)
Lisboa (1992, ao vivo, gravado no Coliseu dos Recreios, em Lisboa)
O Espírito da Paz (1994)
Ainda (1995, banda sonora de Lisbon Story)
O Paraíso (1997, primeiro álbum com a atual formação do grupo)
O Porto (1998, ao vivo, gravado no Coliseu do Porto, no Porto)
Antologia (2000, coletânea com duas canções inéditas)
Movimento (2001)
Palavras Cantadas (2001, coletânea direcionada ao público brasileiro e abrangendo o trabalho do grupo entre os anos de 1990 e 2000)
Electronico (2002) - releitura eletrônica de vários temas do grupo
Euforia (2002, ao vivo, com a participação da Flemish Radio Orchestra)
Um Amor Infinito (2004)
Faluas do Tejo (2005)
Videografia:
Les Açores de Madredeus (1995) - documentário francês sobre o Madredeus filmado nos Açores, em VHS e DVD
Lisbon Story/Viagem a Lisboa(Portugal)/O Céu de Lisboa(Brasil) (1995) - filme escrito e dirigido por Wim Wenders, em VHS e DVD
O Espírito da Paz (1998) - VHS
O Porto (1998) - concerto ao vivo no Coliseu do Porto, em VHS
Euforia (2002) - concerto ao vivo do Madredeus com a Flemish Radio Orchestra, em DVD
Mar (2006) - registro da apresentação do Madredeus e do Lisboa Ballet Contemporáneo, em DVD

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Maria João Pires

Nome: Maria João Pires
Data de Nascimento: 23 de Julho de 1944
Naturalidade: Lisboa
Profissão: pianista
Primeiro concerto: 1949


Maria João Pires, uma das maiores pianistas portuguesas, nasceu a 23 de Julho de 1944, em Lisboa.
Apreendeu a tocar piano com menos de 5 anos e o seu primeiro recital foi aos 5 anos. Com apenas 7 anos, já tocava músicas de Mozart. Recebeu o Prémio Juventude Musical Português aos 9 anos.
Estudou no Conservatório de Lisboa entre 1953/1960, tendo, de seguida, decidido ir estudar para a Alemanha.
Ficou reconhecida internacionalmente em 1970, depois de ter ganho o Concurso Internacional do Bicentenário de Beethoven, promovido pela União Europeia de Radiodifusão.
É, muitas vezes, convidada para tocar em grandes orquestras internacionais.
É dirigente e fundadora do Centro de Belgais criado para impulsionar o estudo de artes em Portugal. No entanto, devido a alguma incompreensão por parte das entidades portuguesas, mudou-se para o Brasil em 2006, declarando à Antena 2, estar a sofrer em Portugal.
Já fez concertos na Europa, Canada, Japão, Israel e Estados Unidos.
A cada momento da sua vida, consegue assumir todos os riscos e nunca dá saltos no escuro.
O seu lado humanista é uma outra característica que a diferenciam. Maria João Pires tem um dom especial para conviver com o universo à sua volta.
É uma espécie de fazedora de sonhos no projecto de Belgais.


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