domingo, 11 de maio de 2008

DESPORTO


Eusébio

Nome: Eusébio da Silva Ferreira
Data de Nascimento: 25 de Janeiro de 1942.
Naturalidade: Lourenço Marques, hoje Maputo, capital de Moçambique.
Profissão: futebolista.


Eusébio da Silva Ferreira nasceu em Lourenço Marques, hoje Maputo, capital de Moçambique e ficou conhecido como Pantera Negra. Eusébio mostrou uma paixão muito forte pelo futebol, entrando numa equipa de bairro criada para as crianças se divertirem e passarem o tempo com uma ocupação útil. A equipa chamava-se "Os Brasileiros", em honra dos heróis das crianças. As crianças adoptaram como alcunhas, os nomes pelos quais eram conhecidos os internacionais da selecção sul-americana. Eusébio adoptou o nome de "Didi". Para muitos, Didi foi o grande craque da selecção brasileira "pré-Pelé". Mais tarde, Eusébio inscreveu-se no clube "O Desportivo", mas não foi aceite. A vontade de jogar futebol era tanta que dirigiu-se ao Sporting de Lourenço Marques, tendo sido aceite. Aí, jogou até vir para Portugal. O seu negócio de transferência ficou mais tarde marcado pela polémica, devido à luta que houve entre os dois rivais de Lisboa para conseguir o passe de Eusébio. No entanto, como o Sport Lisboa e Benfica ofereceu mais dinheiro pelo contrato, Eusébio acabou por ir para o Benfica. No ano de 1960, logo na primeira época de camisola vermelha, o "Pantera Negra" ajudou o Benfica a conquistar a sua segunda Taça dos Campeões Europeus consecutiva.
Antes do Natal de 1960, depois de ter assinado um contrato de 350 contos com o Benfica, chegou a Lisboa. Estreou-se no Estádio da Luz a 23 de Maio de 1961, num jogo amigável contra o Atlético em que marcou 3 golos pelo Benfica. A sua fama internacional surgiu no jogo da segunda final europeia do Benfica, em 1962, contra o Real Madrid. Não só marcou dois golos como fez uma exibição de luxo com as características que o iriam tornar famoso: a velocidade alucinante e o remate fortíssimo. Foi considerado já, nesse ano, o segundo melhor jogador do mundo. A Juventus ofereceu-lhe 16000 contos, em 1964, numa altura em que ganhava 300 contos no Benfica. A tentação era tão grande que o governo de então o enviou para a tropa, não permitindo que se concretizasse a sua transferência. O Benfica acabaria por lhe aumentar o salário para 4000 contos. No mundial de 1966, em Inglaterra, tornou-se definitivamente uma estrela mundial, um rival de Pelé. Jogou ainda pelo Beira-Mar e pelo União de Tomar. Foi uma vez campeão europeu e três vezes finalista europeu, ganhou onze campeonatos nacionais e cinco taças de Portugal, recebeu sete vezes a bola de prata, como melhor marcador do campeonato nacional e duas vezes a bota de ouro como melhor marcador europeu. Em toda a carreira marcou 733 golos.
Eusébio estreou-se na selecção portuguesa a 8 de Outubro de 1961. Em 1966, vestindo a camisola das quinas, foi um dos protagonistas do Campeonato do Mundo jogado em Inglaterra. Logo no primeiro Mundial, Portugal chegou aos quartos-de-final, deixando pelo caminho equipas como a da Coreia do Norte, Hungria e Brasil. Portugal perdeu contra a equipa da casa, num jogo que ficou conhecido pelo "Jogo das Lágrimas". A marca de Eusébio no Mundial de 66 chegou ainda à lista dos melhores marcadores de golos, tendo ficado no topo da lista como o maior goleador da prova. Eusébio obteve a sua última internacionalização a 13 de Outubro de 1973. Em Outubro de 1963 foi seleccionado para representar a equipa da FIFA no festival das "Bodas de Oiro" da "Football Association", no Estádio de Wemble
. Terminou a carreira em 1979, e actualmente faz parte da comitiva técnica da Selecção Nacional Portuguesa e do Sport Lisboa e Benfica.
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Vídeo: Eusébio - Pantera Negra

Rosa Mota

Nome: Rosa Maria Correia dos Santos Mota
Data de Nascimento: 29 de Junho de 1958
Naturalidade: Porto
Profissão: atleta – corredora de maratona.


Rosa Mota é considerada por muitos uma das melhores corredoras do século xx.
Em 1980, conheceu José Pedrosa que foi o seu treinador durante toda a sua carreira. Em 1982, Rosa Mota participou na sua primeira maratona que foi também a sua primeira vitória.
Os seus recordes pessoais de distância foram conseguidos em 1985, na maratona de Chicago, com 2 horas 23 minutos e 29 segundos.
Em 1987, foi campeã do mundo em Roma. Em 1988, ganhou o euro olímpico em Seul. Em 1990, voltou a ganhar em Bóston, pela 3ªvez.
Rosa Mota sofreu de ciática, o que não impediu de coleccionar triunfos. Em 1991, ganhou na maratona de Londres. Rosa Mota viu-se a abandonar a corrida e retirou-se das competições quando não acabou a maratona de Londres, em 1992.
Ganhou o prémio Abebe Bilcila pela contribuição no desenvolvimento do treino das corridas de longa distância.
Em 2004, antes das Olimpíadas de 2004, pelas ruas de Antenas, Rosa Mota transportou a chama olímpica.

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Vídeo: Rosa Mota na Maratona